domingo, 10 de outubro de 2010

Estava lendo a postagem feita no dia 20 de abril de 2008, a qual realizei a leitura do texto "Do acaso à intenção em Estudos Sociais" da interdisciplina Representação do Mundo pelas Ciências Naturais.

"O trabalho de Estudos Sociais deve ser planejado considerando a realidade dos alunos, suas vivências e experiências, deve ser flexível e aberto, que ocorra questionamentos e intervenções, para que os alunos possam participar de sua aprendizagem, saber compreender e se posicionar diante dessa realidade, ter curiosidade e vontade de aprender mais."


Realmente o planejamento do professor deve ser tudo isso, mas não apenas em Estudos Sociais e sim em todas as disciplinas. Cada classe possui uma personalidade, diferentes níveis de entendimento sobre certos assuntos, e alunos com dificuldades diversas. Sendo assim, o professor deve estar apto a formular um Plano de Aula satisfatório sempre que for necessário. À frente da classe, ele tem de ser capaz de perceber o que mais precisa ser trabalhado de forma diferente, nem que isso signifique fugir um pouco da programação do material “pré-formulado” dado pela escola. O profissional usufrui de uma grande liberdade na hora de montar um plano de aula. O que se observa muitas vezes na ação de planejamento como um conjunto de etapas pré-definidas, mecanicamente seguidas sem um questionamento mais crítico. Os Planos de Aula são úteis para todos os níveis, todas as idades, e sua prática deve fazer parte do dia-a-dia do professor. A idéia de um bom tema pode surgir, por exemplo, de uma conversa entre professor e alunos. Uma pequena dúvida pode se transformar em uma grande aula, caso o professor saiba aproveitá-la.

domingo, 19 de setembro de 2010

Estava lendo a postagem feita no dia 2 de novembro de 2007, sobre a entrevista da professora Tânia, na postagem me perguntei: Por que não se brinca mais nas escolas com nossos alunos? Será que temos medo de brincar? Medo de sermos um pouco criança e perder a "AUTORIDADE"? É tão gostoso brincar, se divertir e aprender e como aprender.

Penso que brincando, a criança não apenas de diverte, recria e interpreta o mundo em que vive, se relaciona com este mundo. Brincando, a criança aprende. A brincadeira espontânea e agradável leva a criança a expressar seus impulsos instintivos. A brincadeira é importante para incentivar não só imaginação e afeto nas crianças durante o seu desenvolvimento, mas também para auxiliar no desenvolvimento de competências cognitivas e sociais. Alunos com dificuldades de aprendizagem podem valer-se da brincadeira como recurso para facilitar a compreensão espontânea dos conteúdos pedagógicos, ao brincar, uma criança dá muitas informações e comunica, por meio da ação, sua forma de pensar, e o observador precisa estar preparado para reconhecer nas atitudes das crianças, ações ou procedimentos que retratem os indícios dos critérios necessários para uma boa formação cognitiva, e até afetiva-social do aluno. Costumo brincar com meus alunos, toda sexta-feira, este é o dia da brincadeira, eles podem trazer brinquedos de casa ou brincar com os jogos oferecidos em sala de aula. Deixo eles montarem suas brincadeiras livremente e prouro observar os alunos com dificuldade nas atividades pedagógicas e muitas vezes esses alunos sabem brincar e dividir tanto quanto os demais


"Brincar com crianças não é perder tempo, é ganhá-lo; se é triste ver meninos sem escola, mais triste ainda é vê-los sentados enfileirados em sala sem ar, com exercícios estéreis, sem valor para a formação do homem." ( Carlos Drummond de Andrade ).
Estava lendo a postagem feita no dia 18 de dezembro de 2007, a qual realizei a leitura da temática 8 da interdisciplina de Artes Visuais, e como salienta Analice Pillar:

"a unidade ensino-aprendizagem-avaliação só se realiza no ensino de arte, quando se considera, além da linguagem da arte, também o processo do aluno". "a unidade ensino-aprendizagem-avaliação só se realiza no ensino de arte, quando se considera, além da linguagem da arte, também o processo do aluno".

E realmente acredito na importância de detectar os conhecimentos que nossos alunos já possuem, suas experiências, vivências sua bagagem cultural e intelectual. O aluno deve ser considerado como um sujeito interativo e ativo no seu processo de construção de conhecimento. A avaliação do aluno deve ser feita por todo um processo, não somente no seu final. Muitas vezes nós professores avaliamos um trabalho de artes (ou outro trabalho de outra disciplina), depois de pronto (se ficou bonito ou não), esquecemos de como foi feito, em que contexto de vida se encontra esse aluno ao realizar o trabalho e isso precisa ser diferente.
Os momentos avaliativos devem ser convertidos em momentos de aprendizagem de estímulo para a busca de novos conhecimentos, em momentos de satisfação mútua entre professor e aluno. Se o professor realizar a avaliação sob a forma de acompanhamento da construção do conhecimento do aluno, ele terá de desenvolver a ação pedagógica de modo diferente, pois deverá propor atividades alternativas diversificadas sempre que constatar que alguma etapa não foi vencida por um ou outro aluno. Por isso que o planejamento deve ser flexível, de acordo com as aprendizagem dos alunos, muitas vezes eu planejei uma atividade pensando que todos iriam entender com facilidade e não foi assim tive que realizar a atividade de outra maneira.

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Estava lendo a postagem feita no dia 2 de dezembro de 2007, quando fiz a seguinte colocação:

Cheguei a conclusão que trabalhar música com as crianças é muito gratificante, pude trabalhar outros conteúdos através da música. Os alunos se divertiam e aprendiam se permitiam, pois terminava a aula eles continuavam conversando sobre o que aprenderam.Senti nesta semana prazer em ensinar e melhor ainda foi notar nas crianças o prazer em aprender.

Hoje continuo concordando com as minhas colocações e acrescento que não é só trabalhando música que percebemos alegria e prazer na criança. Acredito que se trabalharmos assuntos do interesse deles, eles irão se divertir e trabalharão com mais entusiasmo. Defendo a ideia de trabalharmos com Centro de Interesse, pois é a maneira que podemos satisfazer interesses dos alunos, oportunizando situações de melhor integração ao seu meio. Com essa maneira de trabalhar, é permitido relacionar fatos com o cotidiano dos alunos, despertando a curiosidade no aluno, estimulando novas descobertas, a criatividade, a participação e a iniciativa.

sábado, 11 de setembro de 2010

A ESCOLA BRASILEIRA NO FINAL DO SÉCULO.

Estava lendo a postagem do dia 17 de dezembro de 2006, sobre a Educação Brasileira. Dentro do texto fiz o seguinte comentário: "Cada ano que passa se houve promessas, mais investimento na educação, mas as mudamças não aparecem. A qualidade da educação pública é um fracasso. As coisas parecem que não mudaram, pois ainda existem crianças com poder aquisitivo melhos que estudam em escolas particulares, ficando a escola pública com a maioria de menor renda."

Agora depois destes semestres de grandes leituras e descobertas, sabe-se que a história real da educação brasileira é regida pelos interesses econômicos dos governos e dificilmente mudará. A transformação precisa acontecer dentro de nós, professores e cidadãos, que muitas vezes vemos os alunos, as crianças, os mais pobres, como pessoas a quem faltam coisas, saberes, posses, e não como quem também nos pode trazer enriquecimento, aprendizado. Não os vemos assim porque nos consideramos pessoas que já sabemos tudo, e nada nos resta a aprender. Freire nos mostrou que nenhum projeto educacional tem importância num contexto de opressão e desigualdade, numa composição histórica que não oferece aos grupos menos favorecidos qualquer espécie de ruptura, sequer de reflexão sobre sua própria condição. A sociedade que Paulo Freire imaginou é aquela em que as pessoas são capazes de olhar para si mesmas com humildade, o que quase ninguém consegue fazer. Por isso, entre outros motivos, é que por muito tempo as coisas vão continuar do jeito que estão.

sábado, 12 de junho de 2010


Esta semana me chamou a atenção a atividade do livro sobre a copa, quando uma das páginas do livro era escrever um recado para os jogadores. Foi bonito de ver os alunos do seu jeito querendo deixar um recado, eles trocaram idéias, perguntaram sobre letras, como se escreve uma determinada palavra. Eles estavam empolgados com o trabalho. Com isso realmente notei que quando o assunto é do interesse deles tudo fica mais fácil e prazeroso. Como li no texto de HARA, Regina. Alfabetização de adultos: “O processo específico de ler e escrever se desenvolve a partir de uma situação coletiva, que pode ser uma conversa, a leitura de uma manchete de jornal, uma atividade lúdica, um acontecimento, em que todos se envolvam, opinam, contribuem e pedem contribuição”. Respeitando sempre o ritmo de cada um, assim como na formação do pensamento das crianças há etapas de desenvolvimento, e essas etapas devem ser respeitadas pelo professor. Quero deixar uma frase que li neste mesmo texto, que mexeu comigo: “....mais importante do que escrever certo é escrever o que sentem vontade de escrever...”. Penso que nós professores temos que ter essa frase presente no nosso dia a dia de sala de aula, independente da turma, idade ou série. Noto nos meus alunos pequenos, a felicidade deles quando escrevem um bilhete pra mim, sem compromisso com certo ou errado, quando eles escrevem o que sentem, se estão tristes ou alegres. Isso pra eles é mais importante do que qualquer cópia de texto sem significado pra eles.

domingo, 6 de junho de 2010

Trabalhar com os alunos assuntos do interesse deles realmente é um estímulo, eles se dedicam em pesquisar, conversar, falar sobre algo que eles estão ouvindo na rua, na TV, em casa, torna a aula mais prazerosa, pois ao anunciar a copa e sugerir a todos um trabalho sobre a copa e nossas famílias, foi muito divertido, foi contagiante a alegria deles em conversar, trocar ideias sobre jogadores, times, preferências, o momento da pesquisa do mascote foi muito legal, todos estavam concentrados em olhar, procurar. A escola tem a tarefa de levar o aluno a ler e escrever, e persistir nesta aprendizagem entre ensaio e erro, a construir suas próprias hipóteses a respeito do sentido do ele lê e do que escreve, a assumir pontos de vista próprios para escrever a respeito do que vê, inclusive na TV, do que sente, do que viveu, do que leu nos diversos suportes que existem, do que ouviu em aula e do que vê no mundo, promovendo em seus textos um diálogo entre vida e escola, mediado pelo professor, um leitor mais experiente. É na escola que a própria TV pode ser vista de uma forma não apenas lúdica, mas também crítica.

É necessário destacar o fato de que as diferentes fases e atividades que se devam desenvolver num Projeto, ajudam os alunos a serem conscientes de seu processo de aprendizagem e exige do professor responder aos desafios que estabelecem uma estruturação muito mais aberta e flexível dos conteúdos escolares". (HERNÁNDEZ, 1998:61-64).



quinta-feira, 3 de junho de 2010

Esta semana o momento que me chamou a atenção foi quando montamos o gráfio das profissões dos pais. Foi um momento bem particular, todos estavam orgulhosos em falar da profissão do pai, independente de qual ela fosse. O respeito que eles tiveram com todas as profissões dos colegas, mostrou que eles são amigos, humildes e sem preconceito. Segundo Piaget, “o sujeito é ativo na sua essência, e sua inteligência se constrói nas relações com o objeto do meio físico e social”. A educação é um processo que se dá no mundo de convivência e ao mesmo tempo no interior do indivíduo. Sobre essa conceituação assim se expressa Freire "[...] a práxis, porém, é ação e reflexão dos homens sobre o mundo para transformá-lo" (1983, p.40). Portanto, a função da prática é a de agir sobre o mundo para transformá-lo. Acredito que temos que mostrar ao nosso aluno que todas as profissões merecem respeito, pois numa realidade onde os valores estão se perdendo precisamos resgatar um a um e somos nós professores que temos essa responsabilidade

terça-feira, 25 de maio de 2010


Esta semana que passou trabalhei um assunto que gosto muito de conversar com as crianças, a diversidade das famílias. Foi muito legal, quando os alunos trouxeram as gravuras e montamos um cartaz. As gravuras eram de famílias diferentes, negras, brancas, famílias indígenas, só o pai co o filho ou só a mãe. E foi um bate- papo descontraído. Este trabalho com as crianças foi muito interessante, pois na forma como os alunos expressaram suas percepções eu encontro indícios de não existir discriminação, porque ao trabalharmos com a atividade de elaborar este cartaz em conjunto com meus alunos, eles não optaram unicamente por gravuras de perfeitas com pai mãe e filhos e aparentemente felizes. A imagem da família indígena, eles elogiaram suas vestimentas, disseram que eram os índios mesmos que faziam suas roupas. Cada povo, cada raça, cada cultura tem identidade própria, peculiaridades. A construção de uma sociedade mais justa e feliz ocorre no cotidiano das pessoas com a prática de atitudes positivas em todas as relações humanas, sejam elas familiares profissionais ou comunitárias. Espero que essas crianças continuem abertas para novos conhecimentos, sem preconceitos que nós adultos acabamos inserindo no dia dia. Penso que o trabalho de educar não deve se limitar a transmitir conteúdos, mas a favorecer a atividade mental do aluno. O importante é não apenas assimilar conceitos, mas também gerar questionamentos, ampliar as idéias. Segundo Piaget, “o sujeito é ativo na sua essência, e sua inteligência se constrói nas relações com o objeto do meio físico e social”. A educação é um processo que se dá no mundo de convivência e ao mesmo tempo no interior do indivíduo. Nós professores devemos propiciar um clima harmonioso de trabalho, valorizando a construção de vínculos afetivos e o respeito à individualidade, fazendo com que o aluno tenha confiança em suas capacidades cognitiva, afetiva, ética e social para agir com perseverança na busca do conhecimento e no exercício da cidadania.

terça-feira, 18 de maio de 2010

QUASE NO FINAL

Passei dias esperando minha supervisora, ansiosa, nervosa. Me perguntando: Será que elas vão gostar da minha aula? Colegas de trabalho rindo de mim, como eu 20 anos em sala de aula, agora NERVOSA. Pois é, estou sim....parece meu primeiro estágio. Então chegaram, supervisora e tutora, nossa eu queria falar tudo, mostrar tudo e elas tão tranquilas conversando comigo, olharam, conversaram anotaram e se foram. Eu fiquei pensando o quanto eu fui boba em ficar tão nervosa. Mas pensei também o quanto nossos alunos ficam apreensivos quando algo novo irá acontecer, quando combramos deles um trabalho, uma atividade, como eles ficam agitados e muitas vezes não entendemos e nos irritamos com isso. Penso que os desafios devem ser feitos, mas devemos passar tranquilidade para eles ou ao menos entender o emocional deles. Para Piaget, o desenvolvimento intelectual é considerado como tendo dois componentes: o cognitivo e o afetivo. Ambos caminham juntos, paralelamente e ambos tem grande influência sobre o intelectual, pois afeto inclui desejos, sentimentos, valores e emoções em geral.