domingo, 28 de junho de 2009

Para começar gostaria de fazer uma colocação sobre o filme, achei ele muito bom, bastante longo e realmente nos mostra a verdadeira realidade das escolas, das nossas salas de aula, dos nossos alunos e também dos nossos colegas professores. Notei uma certa frieza na escola (estrutura física), na sala de aula (entre aluno-professor) e com os professores. No pátio não havia ambientes definidos para quem queria conversar e para quem queria jogar. Parecia-me tudo muito apertado e os alunos demonstravam um certo desconforto. Teve uma cena que me chamou a atenção, foi numa reunião entre os professores e alguns estavam preocupados com a auto-estima dos alunos, e outros não, a conversa é interrompida e ninguém se preocupa em finalizá-la, mudam de assunto e nada é decidido. Quantas vezes nossas reuniões pedagógicas, nas nossas escolas, são semelhantes a esta, discutimos muito e não resolvemos nada, entra ano sai ano e tudo está na mesma. Na minha escola acontece muito disso quando falamos em inclusão e avaliação, é muita discussão, acaba em conflito e não chegamos a um consenso. Mas eu acredito que as transformações irão acontecer através destas discussões, é preciso que a mudança ocorra dentro de cada um de nós, e que passamos a acreditar no poder de uma educação transformadora.


domingo, 21 de junho de 2009

Este texto foi elaborado partindo dos textos desta interdisciplina e de pesquisa feita no google sobre Doença Mental.
Tendo em conta os fatores econômicos, sociais, culturais e históricos, o ser humano constrói sua identidade nas relações que estabelece consigo mesmo e com outros seres, ao mesmo tempo que transforma a sociedade e por ela é transformado.
Considerando o tempo e o espaço como fatores determinantes quando se trata da inserção social, cabe à escola favorecer aos alunos meios para que possam se identificar como integrantes de um grupo. Do mesmo modo, é preciso que os professores possam entender as relações que os alunos estabelecem no meio físico e cultural, além de reconhecerem e entenderem a diversidade existente numa sala de aula. Observamos que a sociedade possui uma visão de homem padronizada e classifica as pessoas de acordo com essa visão. Elegemos um padrão de normalidade e nos esquecemos de que a sociedade se compõe de homens diversos, que ela se constitui na diversidade, assumindo de um outro modo as diferenças. A dificuldade de superar a visão padronizada de homem está calcada no fato de serem concebidas as diferenças numa perspectiva qualitativa. Em outros termos, a escola tem reproduzido uma visão determinista de sociedade, classificando seus alunos em mais inteligentes e menos inteligentes, uma pessoa é considerada normal quando atende aos padrões que previamente são estabelecidos. Assim sendo, discutir o conceito e o tipo de integração/inclusão/exclusão implica delinear os contornos deste novo paradigma de escola inclusiva. Podemos abominar totalmente a idéia de que o responsável pelo processo de integração é apenas o professor especializado, num reduto denominado sala de aula. Na verdade, é a partir da construção de um projeto pedagógico coletivo autônomo e voltado para a diversidade que a proposta de integração começa a encontrar ressonância e a se contextualizar nos diferentes sistemas de ensino.
A idéia de integração de alunos deficientes mentais na escola de ensino regular tem como objetivo primordial promover a integração social e se constitui numa meta cada vez mais presente nos diferentes sistemas educacionais. Atender a esse objetivo requer o desprendimento das atitudes tradicionais que sustentam o sistema escolar. É necessário que o sistema educacional assuma os objetivos da educação com relevância e desperte no aluno o desejo de desenvolver sua auto-estima. A escola deve fazer intervenções e oferecer desafios adequados ao aluno deficiente, além de valorizar suas habilidades, trabalhar sua potencialidade intelectual, reduzir as limitações provocadas pela deficiência, apoiar a inserção familiar, escolar e social, bem como prepará-lo para uma adequada formação profissional, almejando seu desenvolvimento integral.

O professor, de acordo com o construtivismo, cria situações para que os alunos cheguem ao conhecimento, questionando, investigando e desafiando.

Conforme Piaget - o pensamento infantil passa por quatro estágios (sensório- motor; pré-operatório; operatório-concreto; operatório-formal), desde o nascimento até o início da adolescência, quando a capacidade plena de raciocínio é atingida. Assim, a criança constrói o conhecimento a partir de suas descobertas, quando em contato com o mundo e com os objetos. Por isso o trabalho de educar não deve se limitar a transmitir conteúdos, mas a favorecer a atividade mental do aluno. O importante é não apenas assimilar conceitos, mas também gerar questionamentos, ampliar as idéias.

Ao realizar este trabalho da interdisciplina de psicologia, fiquei me questionando de como é difícil trabalhar o construtivismo em nossas escolas, onde temos que acompanhar um plano de estudos com conteúdos determinados para cada série, temos um sistema a respeitar e esse sistema não condiz com o conceito de construtivismo, onde não ­adianta ensi­nar a um aluno algo que ele ainda não tem con­di­ções inte­lec­tuais de absor­ver, mas os professores precisam dar a famosa "nota" e chega o final do ano tem a aprovação e reprovação. Parece que trabalhamos numa contradição, pois aceitamos que o aluno tem seu tempo para aprender, mas também cobramos ele uma nota boa. Acredito que trabalho sim com atividades construtivistas, criando situações para que os alunos cheguem ao conhecimento, questionando, investigando e desafiando, dentro do possível crio atividades conforme a realidade deles, desafio eles em buscar soluções a questionamentos. Ex: Agora com a chegada das festas juninas eu questionei eles a respeito da fogueira, quem sabe por que tem figueira e deixei como desafio encontrar em casa respostas para esse questionamento. Eles pesquisaram com familiares, quem tinha computador pesquisou e na segunda-feira cada um apresentou sua pesquisa e eu contei a história da lenda da fogueira. Procuro formar pes­soas com auto­no­mia. Gente que inte­rage com o meio, que tem ­idéias pró­prias e é capaz de criar, com uma visão par­ti­cu­lar do mundo. Mas enquanto as escolas estiverem "presas" a este sistema, educacional, acredito que fica um pouco difícil o construtivismo ter força.

sábado, 6 de junho de 2009

Lendo o texto: Autismo: Atuais interpretações para antigas observações Cleonice Bosa, tem algumas colocações que me chamaram a atenção como: " O estresse familiar em compreender um filho autista, o que acontece com essa crianças." Fiquei pensando quando estamos com uma criança de inclusão na sala de aula o quanto é estressante mesmo, o quanto é importante darmos um olhar mais cuidadoso e uma escuta atenta, permitindo assim descobrir o grande esforço que essa criança faz lançando mão de ferramentas que a ajude a ser compreendida. Essa tarefa realmente é exaustiva e requer muita paciência, estudo por parte do professor e também dos familiares. O que muitas vezes acontece é o cansaço seguido de desistência, é triste, pois tem muitas crianças pedindo um olhar mais atento, precisando da nossa ajuda, às vezes elas até olham, atendem aos nossos estímulos, mas são tão breves que pensamos que não entenderam nada, mas na verdade estão entendendo tudo. Fico pensando nos meus alunos D.V., como eu poderia olhar diferente pra eles e muitas vezes na correria com outros alunos os momentos passam desapercebidos, fiquei me avaliando e quero planejar alguns momentos na sala de aula onde eu fique um pouco mais sozinha com eles, ouvindo, conversando e estimulando eles a novas aprendizagens, acredito que será bom pra mim e muito bom pra eles.